Prévia do índice oficial mostra menor alta desde setembro de 2024; café e cenoura tiveram as maiores altas no mês
A inflação de fevereiro registrou desaceleração, especialmente nos preços dos alimentos, que subiram menos do que em janeiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia do índice oficial, avançou 0,61% no mês, o menor percentual desde setembro de 2024, quando a alta foi de apenas 0,05%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do ritmo mais lento de aumento nos preços, a inflação dos alimentos segue sendo uma das principais preocupações do governo. Entre os fatores que impulsionam os custos estão questões climáticas, que afetam a produção e distribuição. O grupo alimentação e bebidas acumulou alta de 7,12% nos últimos 12 meses, superando o índice geral do IPCA-15, que foi de 4,96%. Em janeiro, a inflação acumulada dos alimentos era de 7,49% e, em dezembro, chegou a 8%.
Entre os produtos que mais subiram no mês de fevereiro, estão a cenoura, com aumento de 17,62%, e o café moído, que ficou 11,63% mais caro. Já a batata-inglesa, o arroz e frutas registraram queda nos preços. O limão teve a maior redução, com recuo de 17,35%.
A alimentação no domicílio subiu 0,63% em fevereiro, abaixo da variação de 1,10% registrada em janeiro. Já a alimentação fora de casa desacelerou de 0,93% para 0,56% no mesmo período. Dentro deste grupo, a refeição teve variação de 0,43%, enquanto o lanche subiu 0,77%, ambos abaixo do registrado no mês anterior.
O IPCA-15 é calculado com base em uma cesta de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Sua metodologia antecipa os preços antes do fim do mês de referência, funcionando como uma prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país. Os dados divulgados agora foram coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro.
Nos últimos seis meses, a inflação dos alimentos apresentou variações significativas. Em janeiro, a alta foi de 1,06%, enquanto dezembro de 2024 registrou 1,47%. Em novembro, o índice foi de 1,34%, e em outubro, 0,87%. A menor variação no período ocorreu em setembro do ano passado, quando a alta foi de apenas 0,05%.
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